segunda-feira, agosto 13, 2007

Notas de viagem - França 2007 (capítulo IV)

Depois de uma péssima noite, cheio de medo de não conseguir fazer a visita guiada, lá fui e, com alguma dificuldade e muita dor pontualmente, acompanhei tudo. O pior foi à chegada: custava muito andar. Lá fui à farmácia e com ajuda a partir de casa a coisa vai melhor.
Quanto à visita guiada, vale a pena, claro, mas penso que eles inventam um bom bocado... Estou convencido que andei por sítios ‘importantíssimos’ que nem alemães nem aliados conheceram.

Notas de viagem - França 2007 (capítulo III)

Porra! Até aqui em Bayeux eles atacam. Um grupo de ‘japs’ incluindo uma grávida...
O dia começou aparentemente mal, com um atraso de uma hora, mas tudo se compôs. Excepto o tempo, cinzento e sempre a ameaçar chuva. Que felizmente só caiu enquanto estive dentro do carro.
Vamos a ver se a pilha de queijos chega a casa em condições... Para já, uma das meninas do hotel foi simpática e emprestou um bocado de frigorifico. Ao contrário do animal que 'fez' de recepcionista da noite, que não fez nada para me ajudar a debelar uma terrível dor muscular.

Notas de viagem - França 2007 (capítulo II)



A viagem começou logo com uma contrariedade... Um Boeing em vez de um Airbus, mas tudo bem. A viagem foi boa, apesar de me parecer que podia ter trazido pára-quedas... Tenho ideia que sobrevoamos a Normandia. O pior foi depois... O transfer, com um argelino ao volante, demorou horas a deixar-me em St Lazare e ainda por cima o comboio saiu brutalmente atrasado; resultado... um dia perdido em transportes. O hotel não é mau de todo (apesar de ficar a léguas dos nossos três estrelas), o restaurante é bom, mas os preços escaldam...

Notas de viagem - França 2007 (capítulo I)

Como começa a ser costume, há que ir de véspera para Lisboa. É mais caro, mas é uma excelente desculpa para comer um bife na Portugália.
Este ano, todavia, a coisa ia correndo mal... Com tanto tempo para preparar tudo, esqueci-me de mudar o calçado; houve que voltar a casa, mas o taxista era tão lento – apesar de avisado – que apanhei o autocarro já à porta da garagem.

Notas de viagem - França 2007 (nota prévia)

Já passou quase um mês desde o regresso de França, mas a preguiça, senhores, travou as crónicas que (ainda por cima) já vinham quase escritas de lá.
Como é normal aqui, a ordem final será a inversa dos acontecimentos.
Fiquem bem.

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Notas de viagem - Do presunto às brisas


Puxa! É muito mais longe de Chaves a Leiria do que daqui lá!
Não acreditam? É verdade! Para lá, fui directo (via Porto, Guimarães, Vila Pouca…). Para cá, fiz o mesmo caminho até Vila Pouca, depois segui para Vila Real, fiz um desvio para almoçar (já lá vamos…), voltei à A24, entrei na A25 até perto de Aveiro e depois, A1 até Leiria.
Como será óbvio, a diferença maior foi o desvio para almoçar… Escolhi Sabrosa, mais uma vez por indicação do José A Salvador: ele tem um guia (verdade que já de 2002/03) onde indica o ‘Solar’… Azar! O dito cujo já não existe… Prestavelmente, indicaram-me um outro, mas ‘aquilo’ não é um restaurante!
E perguntam vocês: ‘quem mandou um sportinguista militante deslocar-se à terra daquele que não se pode pronunciar o nome?’ É facto! Eu devia ter desconfiado que daquela terra não podia sair nada de jeito, mas que querem? Acreditei no Salvador (ops! Isto não era uma piada)…
Depois de três dias de descompressão (mesmo que com pequenos interregnos na segunda-feira), a viagem de hoje custou imenso a fazer: não há uma única área de serviço entre Chaves e a Mealhada! Não há onde parar, a não ser que se abandone a auto-estrada… Mas o percurso é genericamente bonito, especialmente quando se atravessa a zona da Régua: é pena não haver zonas de paragem, porque a paisagem vale a pena.
Mas somos, lamentavelmente, um país de costas para o turismo… A sinalização, para dar apenas o exemplo maior, é um desastre! Ou se conhece a zona, ou o mais certo é qualquer um perder-se.
Já agora, uma nota para o hotel: está ao nível da sinalização… as instalações são razoáveis, mas a comida é apenas sofrível e os quartos não são insonorizados… ouve-se tudo, o que é particularmente desagradável quando nas imediações ficam putos berrões!
E pronto! Consegui descansar, foi pena o tempo não me ter ajudado (principalmente para as fotos). E até consegui dar uma de Pacheco Pereira, com actualizações diárias! Um luxo…

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Notas de viagem - Do presunto à vitela do Barroso


O dia acordou chuvoso, prometendo manter-se assim...
Que fazer? Um dia inteiro no quarto ou cumprir a rota das barragens, como tinha programado.
Arrisquei e a verdade é que durante toda a manhã não choveu uma gota! Nuvens, algum nevoeiro, até uma réstea de sol, fizeram-me companhia durante um percurso bonito, principalmente a partir do ponto onde se vislumbra pela primeira vez o regolfo da barragem do Alto Rabagão.
As nossas vias, infelizmente, não estão sinalizadas para turismo: nem as indicações são completas nem, ao menos, as placas referem o número das estradas (sempre ajudava a ler os mapas!): perdi-me, logo em Boticas, perdi-me noutro local no meio da Serra do Barroso, mas a coisa nem correu mal de todo até Montalegre.
Almoço, no Restaurante Terra Fria (recomendação do José A Salvador), muito bom de comidas (vitela barrosã, pois claro!), mau de vinhos (beber Alentejo quase à beira Douro?!) e fraco de serviço (uma brasileira a servir naquele cú do mundo?!).
Depois... bom, depois começou a chover, resolvi alterar os planos (regresso a Chaves) e perdi-me completamente na Serra do Barroso. Quilómetros e quilómetros sem saber onde estava, sem povoações, sem sinais, sem Sol para procurar o Norte... dei por mim a pensar: ‘está certo... Serra do Barroso... curvas e contra-curvas... foi aqui que o Durão refinou o seu pensamento político...’.
Lá me encontrei (curiosamente no meio do nevoeiro), lá encontrei uma estrada com marcos, lá consegui regressar a Chaves... com passagem por Espanha para atestar!...
Um protesto, dirigido não sei a quem: atão cadê os cornos dos bois do Barroso? Só vi bois e vacas ‘normais’... já não põem os cornos uns aos outros?

domingo, fevereiro 18, 2007

Notas de viagem - Do presunto aos ‘bocadillos’


Há gajos burros! Ou então... há gajos que quando estão de ‘férias’ ficam um pouco... muito lentos!
Ontem, à chegada a Chaves, o depósito de combustível estava em baixo: encho já, encho amanhã... atestei logo!
Hoje, o programa contemplava a cidade de Chaves, mas em boa verdade isto ‘gasta-se’ num instante e à hora de almoço resolvi ir até Espanha: lembrei-me que saímos por uma vila Verde e entramos por uma povoação com um nome sugestivo... Isso mesmo (vejo que sabem geografia!): ‘Feces de abaixo’.
Pois lá fui e a terceira ‘coisa’ que vi (a primeira foi a ‘Ribeira de Feces’ e a segunda a dita cuja povoação) foi um posto de abastecimento (da Galp)! Pois é... ontem nem me tinha passado pela cabeça a diferença de preço da gasolina e a proximidade da 'pechincha'!
Mas voltemos ao princípio. Chaves acaba por ser uma cidade pouco interessante: as margens do Tâmega estão bem tratadas, a Torre de Menagem está no meio de um jardinzinho bem cuidado, mas o resto é pobre, mesmo considerando a Ponte de Trajano.
A manhã chegou para fazer uma ideia, o almoço não foi mau de todo (num restaurante fora da cidade com uma vista muito boa), mas não havia mais nada que fazer.
De modo que lá fui até Verín, que não me atraiu (cheia de mascarados...): há por lá um castelo (de Monterrey), mas quando estava a estacionar o carro chegaram uns indígenas mal educados; de modo que fiquei sem lugar. Sem lugar e sem vontade de visitar o dito cujo.
Voltei pelos mesmo passos e aqui estou a fazer o resumo de quase nada.

sábado, fevereiro 17, 2007

Notas de viagem - Do presunto às alheiras


Resolvi ‘dar a volta' a Trás-os-Montes. Hoje foi dia para passar por Valpaços, Mirandela, Bragança e Vinhais.
Está tudo diferente do que recordava, mas a verdade é que passaram cerca de 25 anos sobre as minhas andanças por estas paragens. Só havia regressado a Mirandela, vai lá uma década, para um encontro de 2CV.
Valpaços está mais na mesma, mas Mirandela deu um salto enorme (tudo é relativo, claro)... Um centro muito bem tratado, uma bonita ligação ao rio, só foi pena o tempo chuvoso (nada de fotos...).
Bragança também está muito crescida, mas não deu para ver bem, porque já ia ‘linkado’ ao almoço e também estava a chover. Foi pena, porque estava a fazer conta de visitar (e fotografar) o Castelo e a Domus Municipalis.
A conselho de um amigo, foi almoçar a Gimonde, a uma casa sublime chamada ‘D. Roberto’. Não estava ninguém para me fazer concorrência, de modo que fui tratado como um príncipe! A comida é óptima, o serviço é atento e cuidado e... suprema tentação... tem uma loja de produtos tradicionais. De modo que o frigorífico do quarto está cheio de alheiras – de Mirandela e de Bísaro (normais e de caça) –, mais uma coisa chamada ‘Butelo’ (um enchido de carnes com ossos) e outra a que chamam ‘cascas’ (feijão separado das vagens mas seco em conjunto): depois digo se é bom.
O ‘D. Roberto’ é uma casa tradicional, com varanda de madeira, com uma enorme lareira e decorado com uma imensidão de tralha rural. Entre tudo, sobressaía o que me pareceu ser uma terrina (sem tampa...) de louça da Cruz da Légua... Coisas...

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Notas de viagem - Chaves... longínqua Chaves!


Puxa! Chaves é mesmo longe! Muito mais que os 300 e tal quilómetros que indicam o mapa... Com duas paragens pelo caminho, com dois cafés e outros tantos cigarros, foi complicado cá chegar. E ainda mais complicado que cá chegar foi dar com o hotel...
Quem diria que uma cidade aparentemente tão pequena era tão grande!... Foram quase três quartos de hora para encontrar o hotel... Afinal era simples!
O hotel não é mau, é até bastante decente. O mesmo não se pode dizer do restaurante integrado no dito cujo: bom serviço, mas má cozinha. Enfim... Depois de cerca de quatro horas de automóvel tudo seria bom.
Da janela do meu quarto tem-se uma vista nocturna muito bonita, como espero que possam comprovar pela foto.
Esta é a primeira noite de um (curto) período de descanso, inteiramente merecido e imensamente desejado nestes últimos dias.
Vou tentar dar uma de Pacheco Pereira, com actualizações frequentes a dar conta das sensações. Mas a verdade é que vim mesmo para descansar...

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

domingo, janeiro 28, 2007

Prontos! Sou eu...

Esta treta do 'novo' Blogger deu-me tanto trabalho que... pronto! OK!
O Liseo assume a autoria de três blogs, um para cada 'personalidade'.

domingo, janeiro 07, 2007

Notas de viagem - Trocar os vês pelos bês


Este fim-de-semana fomos à terra das bacas e dos vois…
O objectivo próximo era festejar o aniversário de alguém de lá imigrado para os nossos lados… Pode dizer-se, com toda a propriedade, que cumprimos esse primeiro objectivo e também o secundário, o terciário e por aí fora. Tão por aí fora que houve quem quase conseguisse chegar com o dedo ao que comeu e, principalmente, ao que bebeu.
Sem entrar em pormenores mais íntimos – como por exemplo quem foi – pode dizer-se, para memória futura, que a coisa correu bem. Tão bem, tão bem, que o FCP até perdeu em casa com uns ‘mouros’ de quem ninguém ouvia falar praí há 30 anos!!!
Em primeiro lugar – e para começar pelo princípio, como todas as crónicas – a viagem: de comboio a partir de Pombal. Bom… de comboio foi um dos convivas! Os outros, em respeito à verdade, foram de bar!...
Lá chegados, ala para o hotel com a primeira ‘lição’: pois não querem saber que havia no grupo quem nunca tivesse visto as amigas da Carolina em trabalho? Ah pois!
Arrumadas as ‘malas’, primeira etapa da visita: O Solar do Vinho do Porto – já com a equipa aumentada – onde a malta deparou com uma vista soberba, um empregado muito para cima de mal-educado e um Vinho do Porto tão bom que até convenceu infiéis…
A segunda etapa, por acaso, provocou a segunda nódoa… Fixem este nome: Cervejaria Galiza… come-se bem, bebe-se bem, atendem bem e 'somam' ainda melhor!
Já com os estômagos devidamente aconchegados, lá fomos até ao cais de Gaia fazer horas para o jantar (que seria, para variar, muito depois da hora marcada…). O bar onde nos acolhemos – e aumentámos o grupo – era ‘tipo Galiza’: um vinho do porto (assim mesmo, em minúsculas) mais caro que o Vinho do Porto ingerido pouco antes…
E agora, senhoras e senhores…, o jantar: Aqui sim! Aqui a coisa correu mesmo bem – com o grupo novamente aumentado com ‘meia dúzia’ de indígenas: bom serviço, boa bebida, muito boa comida, excelente cenário e a tentativa de duas ‘penetras’ se misturarem… eventualmente para, enfim…, serem, quem sabe?..., penetradas. Seria mesmo? Pelo menos parecia…
Com parágrafo próprio, para devido registo, fixem este nome: Restaurante D. Tonho, logo à direita quando se sai do tabuleiro inferior da Ponte D. Luís em Vila Nova de Gaia.
O regresso ao Porto foi a pé, pela dita cuja. Quanto ao resto da noite… houve desistências, abandonos e outras desgraças cujos efeitos seriam perfeitamente visíveis no dia seguinte…
Pois! O dia seguinte… Quanto ao dia seguinte, o melhor mesmo é ele ficar reduzido à ilustração acima!

sexta-feira, agosto 25, 2006

Notas de viagem - Barcelona 2006 (final)


E chegou domingo, dia 30, e o detestado regresso... Dia sem programa especial (para além de... flanar).
Diga-se, para happy end, que quase tudo correu bem no aeroporto, à excepção de um inexplicável atraso no autocarro que nos havia de levar ao avião.
Menos bem correu a última refeição em Barcelona: uma indisposição das miudezas que me obrigou a fazer parte da viagem de lado (não sei se me percebem...)
Notas finais para algo que não ficou escrito para trás:
- Uma noite na "la Pedrera" (sim, a maravilha das maravilhas do Gaudí) ao som de música do Brasil e com uma vista belíssima de Barcelona;
- A absoluta paranóia pelo Barça e pelo Ronaldinho (em cada puto... dois vestem-se de Barça e três de Ronaldinho);
- A ausência quase absoluta de referências a bebidas (um gajo tem uma posição a defender, não é?)
- O fascínio que mantenho por Barcelona e a vontade de lá voltar, mas levando amigos.
E agora... Até quando me apetecer

Notas de viagem - Barcelona 2006 (capítulo V)


E comecei a contagem decrescente para o regresso...
Logo de manhã com a confirmação do susto: o aeroporto tinha estado fechado 11 horas, com 100 mil passageiros em terra e mais 100 mil à espera de chegar! E eu com voo no dia seguinte...
Mas não valia a pena morrer de véspera. Afinal, ainda tinha mais de 36 horas pela frente!
O dia estava reservado para a 'Rota gourmet' e para... flanar.
A tal 'rota' é um passeio a pé pelos mais emblemáticos (dizem eles) da cidade no que às comidas diz respeito. Primeira desilusão: as comidas são, exclusivamente, doces e afins. Mas a coisa é gira na mesma, até porque começa pelo mercado de 'La Boqueria', um festival de cor, diversidade, frescura e 'actualidade': então não é que há uma banca onde se vendem as últimas tendências... chupa-chupas de escorpiões! A sério...
De resto... Um pouco de 'revisão da matéria dada', leia-se regresso a locais que já conhecia e de que gosto muito.

Notas de viagem - Barcelona 2006 (capítulo IV)


Dia de excursão...
Estávamos então a 28 de Julho e dediquei a sexta-feira às "Bodegas Torres" (talvez o maior produtor espanhol de vinhos), ao Mosteiro de Monteserrat e a Sitges (uma das mais badaladas estâncias balneares da Catalunha).
Mas comecemos pelo princípio e pelas vinhas, adegas e caves "Torres": aquilo é tudo em grande! Em grande e em surpreendente: sabiam que eles estagiam os vinhos tintos em garrafa ao som de música clássica? Pois... dizem que melhora o vinho.
Monserrat já conhecia de outras idas, mas estreei a subida no comboio 'cremallera' (viagem mesmo à beira do precipíííííííício), uma prova de excelentes licores e a subida ao altar da 'Moreneta', imagem da Virgem que é a padroeira da Catalunha (e onde, por exemplo, o Barça se desloca após uma grande conquista).
Por fim, Sitges. Estância muito conhecida, parte dessa notoriedade deve-se à frequência gay, que comprovei digamos que até ao nojo! Mas mais nojo ainda me meteu um tipo quase completamente tatuado e onde se destacava uma suástica... De resto, é uma povoação simpática, bem arranjada e com uma marginal reservada aos peões muito agradável. Registe-se, por ser verdade, que haverá muitos gays, mas há também muita mulher bonita (não! não eram trans...)
À margem... Logo de manhã apanhei um susto com a leitura dos jornais: o aeroporto estava encerrado por tempo indeterminado devido a uma greve de parte do pessoal de terra da Iberia... não percam os próximos capítulos!

Notas de viagem - Barcelona 2006 (capítulo III)


Este foi o dia da 'coltura'. 2006 é 'ano Picasso' em Barcelona e... bem! já posso dizer que conheço Picasso, a sua obra e, supremo arrojo, os seus sítios em Barcelona. Sou um verdadeiro intelectual! Conheço PIcasso (Guernica e tudo!), conheço Dali, conheço Miró, Gaudí...
Depois da estafa da manhã, atrás precisamente dos sítios do Picasso, o melhor do dia foram duas horas a dormir estendido na banheira! A sério!!...
Antes de jantar (ainda por cima não houve verdadeiro almoço...), mais uma horita do meu desporto favorito.
E agora, meus amigos, um segredo: quando forem a Barcelona e quiserem que chova, vão comer ao restaurante "Port vell" (na Barceloneta). Duas vezes que já lá fui, duas vezes que choveu... Certinho!

Notas de viagem - Barcelona 2006 (capítulo II)


E veio então dia seguinte (o primeiro completamente vivido em Barcelona.
A manhã foi dedicada ao 'Museu molí paperer de Capellades': recepção 'de luxo', com uma visita guiada só para mim! Digo-vos que aquilo é muito, mas mesmo muito, giro.
Depois, caí na asneira de percorrer de comboio a costa para nordeste de Barcelona, com a ideia de me ir apeando pelo caminho em algumas povoações que julgava ter estudado antes de partir. Desisti na primeira paragem, limitando-se a seguir até ao fim da linha e regressar: que fique claro que aquilo é muito bonito, sempre à beira do Mediterrâneo, praias e praias sucessivamente (muito topless e muito nudismo, por sinal). No regresso, 'cairam-me na sopa' quatro jovens italianas - 'llenas' de celulite - de regresso a casa: falavam alto e sempre, produziam muito mais barulho que o resto do comboio todo...
A chegada (estava um calor dos diabos) repeti um cruzeiro pelo mar frente a Barcelona, mas nem assim refresquei.
O resto do dia foi dedicado ao desporto que mais gosto de praticar em Barcelona: flanar pelas Ramblas...

Notas de viagem - Barcelona 2006 (capítulo I)


Olá
Cá estou de novo (não há fome que não dê em fartura, não é?), agora para resumir outros seis dias, seis, em Barcelona.
Comecemos então pelo princípio. E o princípio foi no dia 25 de Julho (há um mês, já...) com um voo matutino (Vueling, desculpem a 'propaganda') e que trouxe a primeira contrariedade: a minha mala foi assaltada algures entre o check in em Lisboa e a passadeira de recolha em Barcelona: uma t-shirt e quatro maços de tabaco ficaram pelo caminho.
Que se lixe! Finalmente encontrei um hotel que tivesse quartos (e WC) decentes, bem noc entro da cidade: é verdade que fica carote, mas compensa e fiquei realmente bem instalado.
Como em qualquer viagem, comecei por ir confirmar que as Ramblas estavam no mesmo sítio... Estavam! O que não estava era a sinanoga... encontrei placas, inscrições anti-judaicas mas a dita cuja... nada. Ao jantar, num dos restaurantes do 'Palau de mar', uma surpresa bem agradável: um empregado brasileiro (por acaso chegado de Londres...).
"Gracias a la vida... que me ha dado tanto"... conhecem? Violeta Parra, uma poetisa chilena que se suicidou, escreveu uma coisa belíssima e que me acompanhou todos estes dias em Barcelona. De facto, quando estamos bem não custa reconhecer a 'boa vontade' da vida para connosco!

Notas de viagem - Barcelona 2006 (ponto prévio)


Há quanto tempo!...
vejam lá... Em Fevereiro vim aqui, todo orgulhoso, dar conta de que faltavam 44 dias para voltar a Barcelona!...
Pois... Fui, voltei e já regressei de novo à minha 'segunda cidade' e nem uma palavra aqui registei.
Daí este 'ponto prévio': Em Março (os tais 44 dias que faltavam) fui a Barcelona assinalar o meu cinquentenário. Foram três dias apenas, uma 'loucura' merecida por quem atinge 50 anos.
Este (bem... aquele) fim-de-semana tem pouco que contar, para além dos imensos japoneses (e/ou afins) que invadem em permanência a cidade, das 'estátuas' das Ramblas e dos restaurantes. É preciso que se diga que fui quase sem programa... fui flanar (gosto desta palavra!).
O primeiro restaurante 'notável' responde pelo nome de "Els quinze nits" e aí, meus amigos, fui surpreendido com um casal na mesa ao lado (ele jarreta e ela apenas meio-jarreta) completamente apaixonados (ou era dia de... ou aquilo metia facada num ou dois matrimónios).
No dia seguinte, o meu natalício, escolhi coisa ainda melhor. O dito cujo responde por "7 portes". um meio roubo de estrada, mas um peixe espectacular, quatro azeites à escolha, um cava decente e um serviço atento e discreto.
Como estamos numa de comer (bem) e beber, permitam-me Vªs Exªs uma última recomendação: "Can Ramonet", em plena Barceloneta. Paga-se (ainda) mais, mas come-se ainda melhor.
Querem saber mais coisas? Não há muito mais que valha a pena. Apenas um espectáculo sublime no "Palau de la musica catalana" (Mozart, na ocasião) e uma excelente companhia de 'low cost': chama-se Vueling e oferece amiúde voos a 10 euros (mais taxas) para Barcelona e Madrid.
Adeus! Até já...