S. Pedro do Sul, domingo, dia 30 de Outubro
O fim-de-semana propriamente dito foi uma animação: chegou montes de gente (curiosamente também na casa dos 20 e muitos, 30 e poucos), juntaram-se grupos familiares...
O ambiente mudou bastante relativamente à véspera e manhã de sábado. E houve até direito a jantar especial, com música, castanhas e jerupiga...
Hoje ao almoço, então, foi o máximo: os velhos a falarem alto de um lado, criancinhas a correr e aos gritos do outro... E outra vez ementa especial: desta vez, buffet... De para perceber que alguns não faziam a mínima ideia de como aquilo funciona...
Depois do repasto, começou a debandada e o tempo melhorou qualquer coisa, mas não vou arriscar apanhar uma molha nem me apetece andar de ‘pingómetro’...
Um leiriense nunca perde o Castelo e o Lis de vista...
Mesmo quando viaja por aquém e além fronteiras
domingo, outubro 30, 2005
Notas de viagem - Termas 2005 (capítulo II)
S. Pedro do Sul, sábado, dia 29 de Outubro
'Cheirava-me' que seria assim, e a coisa confirmou-se. Nestes hotéis de termas, por mais ou menos estrelas que ostentem (este tem quatro), o ambiente tende para uma grande familiaridade entre hóspedes e entre estes e os funcionários do dito cujo. Mas é giro: muita terceira idade, gente claramente com posses, viajada e que fala alto e circula indiscrimidamente entre as mesas, partilhando o pão e o vinho...
Quanto ao SPA, a verdade é que a coisa parece funcionar: gente simpática e prestável e uns 'exercícios' que, de facto, relaxam (pelo menos para já...).
A única coisa chata, por agora, é o mau tempo! Vem um gajo carregado de máquinas fotográficas, teleobjectivas e essas coias, e apanha chuva, mesmo chuva!
Hoje parecia que não ia chover, arranquei para a povoação com o saco respectivo e regressei 'a toque de caixa' para não me encharcar completamente.
'Cheirava-me' que seria assim, e a coisa confirmou-se. Nestes hotéis de termas, por mais ou menos estrelas que ostentem (este tem quatro), o ambiente tende para uma grande familiaridade entre hóspedes e entre estes e os funcionários do dito cujo. Mas é giro: muita terceira idade, gente claramente com posses, viajada e que fala alto e circula indiscrimidamente entre as mesas, partilhando o pão e o vinho...
Quanto ao SPA, a verdade é que a coisa parece funcionar: gente simpática e prestável e uns 'exercícios' que, de facto, relaxam (pelo menos para já...).
A única coisa chata, por agora, é o mau tempo! Vem um gajo carregado de máquinas fotográficas, teleobjectivas e essas coias, e apanha chuva, mesmo chuva!
Hoje parecia que não ia chover, arranquei para a povoação com o saco respectivo e regressei 'a toque de caixa' para não me encharcar completamente.
Notas de viagem - Termas 2005 (capítulo I)
S. Pedro do Sul, sexta-feira, dia 28 de Outubro
A coisa andava 'preta' (perto de um ano sem férias...), por isso decidi-me: há que aproveitar o fim-de-semana artificialmente comprido (e mais a mudança da hora...) para uns dias de descanso.
Já há algum tempo que andava com vontade de experimentar aquela coisa do SPA, de modo que foi agora!
Destino: São Pedro do Sul e um hotel de quatro estrelas marcado com apenas 48 horas de antecedência (tal foi a hesitação sobre o destino e os preços).
Viagem chata, feita de já de noite por obra e graça de complicações profissionais inesperadas (e evitáveis, já agora). Mas tudo está bem quando acaba bem, e cá cheguei ao destino, a tempo de um jantar semi-tardio e de marcar o programa anti-stress que, afinal de contas, foi a razão da escolha.
As primeiras impressões são boas, mas isso tudo fica para os próximos capítulos.
A coisa andava 'preta' (perto de um ano sem férias...), por isso decidi-me: há que aproveitar o fim-de-semana artificialmente comprido (e mais a mudança da hora...) para uns dias de descanso.
Já há algum tempo que andava com vontade de experimentar aquela coisa do SPA, de modo que foi agora!
Destino: São Pedro do Sul e um hotel de quatro estrelas marcado com apenas 48 horas de antecedência (tal foi a hesitação sobre o destino e os preços).
Viagem chata, feita de já de noite por obra e graça de complicações profissionais inesperadas (e evitáveis, já agora). Mas tudo está bem quando acaba bem, e cá cheguei ao destino, a tempo de um jantar semi-tardio e de marcar o programa anti-stress que, afinal de contas, foi a razão da escolha.
As primeiras impressões são boas, mas isso tudo fica para os próximos capítulos.
domingo, janeiro 30, 2005
Uma noite bem passada
Era uma vez...
Era uma vez quatro amigos (e mais dois) que se juntaram para uma excursão à 'Festa do vinho novo', em Ourém. Foi sábado, como podia ter sido sexta-feira ou mesmo domingo. O dia, na verdade, não interessa muito.
O que interessa, meus amigos, é contar o que por lá se viu, viveu, comeu e bebeu (a ordem dos factores é arbitrária, naturalmente).
Comecemos, então, pelo princípio. E o princípio foi um euro para entrar, com direito a copo de provas e tudo. Nada mau! Depois, dentro de um pavilhão (aquecido!), dezenas de stands, mais pequenos uns que outros, onde se representavam produtores de vinho, associações locais, indústrias mais ou menos relacionadas com a vinha e o vinho e, até, uma 'esquadra' da PSP. Noutra nave, três restaurantes e a Escola Profissional de Ourém tratavam dos estômagos e um palco (melhor, quem o ocupava) dava cabo dos ouvidos. Adiante...
Aquele tal grupinho de quatro (mais dois) amigos ainda se aguentou a provar um primeiro vinho, no caso alentejano (vá lá saber-se como é possível que uma festa para glorificar a produção local permita a oferta de néctares de outras paragens...).
Mas era perigoso estar para ali a beber sem meter nada no estômago, de modo que a malta resolveu trocar o que seria a ordem natural das coisas e... ala para o 'comedouro'. Escolheu-se a Escola Profissional, numa opção que se viria a revelar correcta.
Logo a 'abrir', porque a recepção foi excelente. Depois, porque o serviço era mesmo profissional. E, principalmente, porque a morcela, o chouriço e os queijos eram fantásticos. O vinho, supostamente o palhete local, aguentou-se bem (lamente-se apenas o frio) e os pratos de substância (como se ainda fossem necessários...) não desiludiram. Cabe aqui o primeiro elogio sério: tirando a má companhia do ensaio do grupo que actuaria mais tarde, foram umas (longas) horas bem passadas.
Estômagos reconfortados, foi então tempo de uma ronda de provas. Na Quinta de S. Gens, um bom tinto, mas 'escaldante': então não é que pedem dez (!) euros por cada garrafa? Passam-se... E o grupo passou à frente... à Quinta de Montalvo, produtor já conhecido de um dos 'excursionistas'. Surpresa total! Um espumante fantástico (de Fernão Pires e a 6.5 euros a garrafa), um branco muito bom e um enólogo atencioso, simpático, conversador e conhecedor.
Depois (muito depois, diga-se) a maioria do grupo (por acaso os não condutores) resolveu dar uma de consciente... pois é: foram soprar no balão. E se o balão inchou... Após as inevitáveis lições de moral do chui de serviço, concluiu-se que afinal a máquina estava avariada (aqui para nós, deve ter acusado menos do que devia...)!
Ok! Tudo visto e provado na festa, ala para os Castelos e para... exacto!: a ginja. Bebeu-se-lhe bem, viram-se as paisagens nocturnas, deu-se uma volta pelo povoado e toca a regressar a 'casa'. Mas (há sempre um 'mas' nestas coisas), instalou-se uma tal de dor de cabeça em cinco dos seis que não houve outro remédio que uma deslocação à farmácia. Ops! À Pharmacia, onde as aspirinas têm uma bela cor amarela com espuma branca no cimo...
A noite continuou mas, sobre isso, os caros leitores não têm nada a ver nem a saber.
Fiquem-se apenas, o que já não é nada mau, com a conclusão: até pró ano em Ourém, se houver mais festa.
quinta-feira, janeiro 27, 2005
A minha Lomo é um espectáculo
Neste Natal, dei-me a mim próprio uma fantástica Lomo LC-A. Para quem não sabe, é uma máquina fotográfica made in URSS (é mesmo, vinha com garantia e tudo...).
Por acaso, chegou-me às mãos - via e-bay e directamente de Kiev - com um pequeno problema no obturador, competentemente resolvido em Lisboa com o inestimável apoio da minha amiga helénica.
Vejam só um pequeno exemplo, uma das primeiras fotos que tirei, enquanto aguardava um estupidamente atrasado comboio que nos trouxe de regresso a casa.
Estou contente, pois claro!
Notas de viagem - Barcelona 2004 (actualização)
Finalmente decidi-me!
A partir de agora, além de lerem a minha 'brilhante' crónica de viagem em 18 capítulos - é favor começarem do fundo do blog e irem subindo... - , têm ainda direito a uma 'fabulosa' colecção de oito fotos desses inesquecíveis dias.
Não percam...
A partir de agora, além de lerem a minha 'brilhante' crónica de viagem em 18 capítulos - é favor começarem do fundo do blog e irem subindo... - , têm ainda direito a uma 'fabulosa' colecção de oito fotos desses inesquecíveis dias.
Não percam...
domingo, agosto 08, 2004
Cet bon... la plage
Este fim-de-semana fui à praia. Saído da minha cidade a meio da tarde de quinta-feira (bendita folga...) por lá fiquei até domingo à noite.
Foi uma animação!... Só estranhei ver tantos carros com matrícula portuguesa.
Eu explico: andando pelos passeios, entrando nas lojas, mercado, cafés, bares e restaurantes, a língua francesa era dominante. Estacionados ou em circulação, viam também imensos carros de matrícula francesa ou luxemburguesa.
De facto, ali, o que era português é que destoava. Num dos meus passeios ao longo da marginal, tive mesmo que ouvir imensos fragmentos de conversas: 'Pierre, viens ici!', Jean Jacques, qu'est que tu fait?', e muitas outras do género, reveladoras de famílias em férias.
Com o Atlântico pela frente, uma multiplicidade de chapéus de sol e barracas ao longo do areal e uma fiada de prédios altos pelas costas, dei por mim em 1944, com os alemães muito preocupados com a invasão do continente europeu e os aliados a concentrar milhões de homens do outro lado do canal... Devia ser assim que eles viam as praias, naquele longínquo 6 de Junho... areia branca e betão eriçado: a diferença é que há 50 anos havia canhões e não havia veraneantes.
Confundidos? É mais ou menos de propósito. Quis fazer um "dois-em-um", mas a coisa não saiu lá muito bem. O melhor é explicar:
Fui passar o fim-de-semana à Praia do Pedrógão, como é habitual. Só que já chegaram os emigrantes, que invadiram tudo quanto era sítio e fazem gala - parola - em falar francês em tudo quanto é sítio. Quanto ao desembarque aliado na Normandia... não olho para a marginal do Pedrógão que não me lembre do muro do Atlântico que o Hitler mandou construir...
Foi uma animação!... Só estranhei ver tantos carros com matrícula portuguesa.
Eu explico: andando pelos passeios, entrando nas lojas, mercado, cafés, bares e restaurantes, a língua francesa era dominante. Estacionados ou em circulação, viam também imensos carros de matrícula francesa ou luxemburguesa.
De facto, ali, o que era português é que destoava. Num dos meus passeios ao longo da marginal, tive mesmo que ouvir imensos fragmentos de conversas: 'Pierre, viens ici!', Jean Jacques, qu'est que tu fait?', e muitas outras do género, reveladoras de famílias em férias.
Com o Atlântico pela frente, uma multiplicidade de chapéus de sol e barracas ao longo do areal e uma fiada de prédios altos pelas costas, dei por mim em 1944, com os alemães muito preocupados com a invasão do continente europeu e os aliados a concentrar milhões de homens do outro lado do canal... Devia ser assim que eles viam as praias, naquele longínquo 6 de Junho... areia branca e betão eriçado: a diferença é que há 50 anos havia canhões e não havia veraneantes.
Confundidos? É mais ou menos de propósito. Quis fazer um "dois-em-um", mas a coisa não saiu lá muito bem. O melhor é explicar:
Fui passar o fim-de-semana à Praia do Pedrógão, como é habitual. Só que já chegaram os emigrantes, que invadiram tudo quanto era sítio e fazem gala - parola - em falar francês em tudo quanto é sítio. Quanto ao desembarque aliado na Normandia... não olho para a marginal do Pedrógão que não me lembre do muro do Atlântico que o Hitler mandou construir...
sexta-feira, julho 30, 2004
Notas de viagem - Barcelona 2004 (capítulo XVIII)
Em jeito de epílogo
A "segurança à moda de Espanha" é de gargalhada! Um gajo parte de Lisboa sem qualquer revista ou exame à bagagem e sai na estação de Chamartin, em Madrid, com todo o à-vontade. Umas centenas de metros depois, entra em Atocha e parece chegado ao Médio Oriente... Passa a bagagem pelo raio-X (ou lá o que é), passa a pessoa por aquelas coisas que apitam sempre...
Depois... rigorosamente mais nada, nem em Barcelona nem em Madrid. Fiquei com a ideia de que eles (como nós...) dão muita importância às aparências...
Portugal esteve quase diariamente nos jornais espanhóis: primeiro, por causa do Euro, depois por ter perdido o Euro e o Sampaio ter condecorado a malta toda. A "crise" política também deu algumas páginas, com o Durão e o Santana a dominarem as atenções. E o Deco ainda deu uma ajuda...
Os barceloneses andam preocupados com um certo sub-mundo que os está a invadir e os leva a questionar o próprio modelo de promoção turística. E a verdade é que me senti menos seguro nas ruas do centro histórico: bandos de gajos e gajas, sujos e com aspecto de drogados e bêbados, acompanhados de grandes cães... a coisa não deve estar fácil por lá.
Por fim... algo verdadeiramente mau: Os gajos do PSOE deram um lugar na comissão directiva nacional a um qualquer gay, que veio muito inchado para os jornais dizer que era um momento histórico. Daaaaaa... Só porque o Portas é de direita não há razão para o limpar da história: aliás, podiam encontrar-se os dois em Olivença (ou Olivenza?) para a cimeira gaybérica do chorizo...
A "segurança à moda de Espanha" é de gargalhada! Um gajo parte de Lisboa sem qualquer revista ou exame à bagagem e sai na estação de Chamartin, em Madrid, com todo o à-vontade. Umas centenas de metros depois, entra em Atocha e parece chegado ao Médio Oriente... Passa a bagagem pelo raio-X (ou lá o que é), passa a pessoa por aquelas coisas que apitam sempre...
Depois... rigorosamente mais nada, nem em Barcelona nem em Madrid. Fiquei com a ideia de que eles (como nós...) dão muita importância às aparências...
Portugal esteve quase diariamente nos jornais espanhóis: primeiro, por causa do Euro, depois por ter perdido o Euro e o Sampaio ter condecorado a malta toda. A "crise" política também deu algumas páginas, com o Durão e o Santana a dominarem as atenções. E o Deco ainda deu uma ajuda...
Os barceloneses andam preocupados com um certo sub-mundo que os está a invadir e os leva a questionar o próprio modelo de promoção turística. E a verdade é que me senti menos seguro nas ruas do centro histórico: bandos de gajos e gajas, sujos e com aspecto de drogados e bêbados, acompanhados de grandes cães... a coisa não deve estar fácil por lá.
Por fim... algo verdadeiramente mau: Os gajos do PSOE deram um lugar na comissão directiva nacional a um qualquer gay, que veio muito inchado para os jornais dizer que era um momento histórico. Daaaaaa... Só porque o Portas é de direita não há razão para o limpar da história: aliás, podiam encontrar-se os dois em Olivença (ou Olivenza?) para a cimeira gaybérica do chorizo...
Notas de viagem - Barcelona 2004 (capítulo XVII)
Lisboa, quinta-feira, dia 8 de Julho
A "chafurdice" revela-se em todo o seu esplendor! Sai-se de Barcelona por uma estação limpa e organizada, passa-se por Madrid, onde se mantém a limpeza e aumenta a oferta de equipamentos, para chegar a Santa Apolónia, que parece um apeadeiro espanhol...
Pior ainda quando se entra no terminal da Rede Expressos: nada, nada! Nem o quiosque dos jornais abre antes das 9:30 horas...
A "chafurdice" revela-se em todo o seu esplendor! Sai-se de Barcelona por uma estação limpa e organizada, passa-se por Madrid, onde se mantém a limpeza e aumenta a oferta de equipamentos, para chegar a Santa Apolónia, que parece um apeadeiro espanhol...
Pior ainda quando se entra no terminal da Rede Expressos: nada, nada! Nem o quiosque dos jornais abre antes das 9:30 horas...
Notas de viagem - Barcelona 2004 (capítulo XVI)
Madrid-Lisboa, quarta para quinta-feira, dias 7 e 8 de Julho
Estas viagens de comboio nocturno são porreiras. Um gajo aprende a ressonar em montes de línguas... Que concerto!
Durante a noite, veio-me à ideia "A cidade e as serras", Zé Fernandes e o Jacinto. "Ah é Portugal? Cheira bem" e "Vês? Não há como Paris", por esta ordem, inversa à do Eça de Queiroz. De facto, depois de apenas cinco dias, não deixa de saber bem regressar a casa, mas Portugal é de facto uma "chafurdice"...
Querem ver? Na viagem inversa (Lisboa-Madrid) a verificação dos bilhetes é feita por dois fiscais: um da CP e outro da Renfe. Para cá, os gajos da Renfe verificam à saída de Madrid e os da CP acordam a malta às 6 da manhã (espanholas ainda por cima)... Depois, a partir do Entroncamento, o "Lusitânia comboio hotel" (ou Talgo tren hotel?) transforma-se num suburbano, com gente a entrar que se conhece toda, incomoda, à procura de lugar, quem tenta dormir, gente que não se cala (nem os respectivos telelés). Porra! A CP não podia, ao menos, atrelar uma carruagem para esta fauna?
Estas viagens de comboio nocturno são porreiras. Um gajo aprende a ressonar em montes de línguas... Que concerto!
Durante a noite, veio-me à ideia "A cidade e as serras", Zé Fernandes e o Jacinto. "Ah é Portugal? Cheira bem" e "Vês? Não há como Paris", por esta ordem, inversa à do Eça de Queiroz. De facto, depois de apenas cinco dias, não deixa de saber bem regressar a casa, mas Portugal é de facto uma "chafurdice"...
Querem ver? Na viagem inversa (Lisboa-Madrid) a verificação dos bilhetes é feita por dois fiscais: um da CP e outro da Renfe. Para cá, os gajos da Renfe verificam à saída de Madrid e os da CP acordam a malta às 6 da manhã (espanholas ainda por cima)... Depois, a partir do Entroncamento, o "Lusitânia comboio hotel" (ou Talgo tren hotel?) transforma-se num suburbano, com gente a entrar que se conhece toda, incomoda, à procura de lugar, quem tenta dormir, gente que não se cala (nem os respectivos telelés). Porra! A CP não podia, ao menos, atrelar uma carruagem para esta fauna?
Notas de viagem - Barcelona 2004 (capítulo XV)
Madrid, quarta-feira, dia 7 de Julho
Chegada ao fim da tarde, a tempo de ser assediado na rua por dois marginais que me ofereceram nem sei o quê e me puseram a andar dali o mais depressa possível. Tempo ainda para ver uns gajos de bandeiras gregas pelas costas e para comer mais uma sandocha de presunto.
Ala para a estação, tentar jantar – pessimamente mal -, levantar a bagagem e instalar-me no comboio. Azar! Atrás de mim, um japonês (ou lá o que era...) bebé berrou até perto das 2 horas, perturbando a leitura e a tentativa de sono
Chegada ao fim da tarde, a tempo de ser assediado na rua por dois marginais que me ofereceram nem sei o quê e me puseram a andar dali o mais depressa possível. Tempo ainda para ver uns gajos de bandeiras gregas pelas costas e para comer mais uma sandocha de presunto.
Ala para a estação, tentar jantar – pessimamente mal -, levantar a bagagem e instalar-me no comboio. Azar! Atrás de mim, um japonês (ou lá o que era...) bebé berrou até perto das 2 horas, perturbando a leitura e a tentativa de sono
Notas de viagem - Barcelona 2004 (capítulo XIV)
Escorial, quarta-feira, dia 7 de Julho
Outra romagem a sítios já visitados. Estivera ali há cerca de 40 anos e há quatro, num 15 de Agosto tórrido, sem máquina fotográfica e sem pachorra para me colocar na fila para a visita.
Agora, em "excursão" organizada e com máquina, a coisa correu bem e voltei a percorrer os salões do monstruoso mosteiro/palácio que o nosso Felipe I (segundo deles) mandou construir para celebrar a fé católica e o império castelhano.
Pude até ver (e fotografar) as sepulturas dos nossos três reis "malditos" e suas respectivas consortes (sabe-se lá...). Descobri até um túmulo de uma infanta (filha do Felipe II de Espanha) cujas armas ostentam metade do escudo português
Outra romagem a sítios já visitados. Estivera ali há cerca de 40 anos e há quatro, num 15 de Agosto tórrido, sem máquina fotográfica e sem pachorra para me colocar na fila para a visita.
Agora, em "excursão" organizada e com máquina, a coisa correu bem e voltei a percorrer os salões do monstruoso mosteiro/palácio que o nosso Felipe I (segundo deles) mandou construir para celebrar a fé católica e o império castelhano.
Pude até ver (e fotografar) as sepulturas dos nossos três reis "malditos" e suas respectivas consortes (sabe-se lá...). Descobri até um túmulo de uma infanta (filha do Felipe II de Espanha) cujas armas ostentam metade do escudo português
Notas de viagem - Barcelona 2004 (capítulo XIII)
Vale dos Caídos, quarta-feira, dia 7 de Julho
A visita ao Vale dos Caídos foi muito interessante. Já tinha estado ali há cerca de 40 anos e lembrava-me perfeitamente das linhas gerais do sítio. Nesse tempo, claro!, não estava lá o túmulo do Franco e também não contavam a história de um monumento aos mortos da Guerra Civil construído para honrar os franquistas com recurso a mão-de-obra escrava dos prisioneiros do lado republicano (esta parte era, à época, completamente 'desconhecida'). Visto assim, o sítio é ainda mais perturbante
A visita ao Vale dos Caídos foi muito interessante. Já tinha estado ali há cerca de 40 anos e lembrava-me perfeitamente das linhas gerais do sítio. Nesse tempo, claro!, não estava lá o túmulo do Franco e também não contavam a história de um monumento aos mortos da Guerra Civil construído para honrar os franquistas com recurso a mão-de-obra escrava dos prisioneiros do lado republicano (esta parte era, à época, completamente 'desconhecida'). Visto assim, o sítio é ainda mais perturbante
Notas de viagem - Barcelona 2004 (capítulo XII)
Madrid, quarta-feira, dia 7 de Julho
Definitivamente, não faço as pazes com Madrid: não gosto mesmo, é uma cidade que oprime, cheia de edifícios monstruosamente grandes. E os autóctones não ajudam: creio que pensam ser tão grandes como os edifícios...
Manhã gasta a conhecer um pouco mais da cidade, num esquema semelhante ao "Bus turistic" de Barcelona, mas com menos qualidade, apesar de indicações (by phones) em Português do Brasil.
Depois de um almoço de sandes (de um presunto fabuloso...) – a zona das Portas do Sol parece o reino do presunto: ele tem palácio, museu, casa, sei lá... – nova visita guiada, ao Escorial e ao Vale dos Caídos. A caminho da agência que promovia a viagem, deixei um taxista basbaque: nas Portas do Sol, abro a porta do carro e peço-lhe para me levar à Praça do Oriente (de manhã tinha lá passado e fiquei com a ideia que era bem longe e pelo metropolitano tinha que mudar de linha duas vezes...): o homem olhou para mim e perguntou-se se eu sabia onde era. Obviamente não sabia e ele lá me apontou uma rua em frente e disse que era aí a 200 metros, no fim daquela rua...
Definitivamente, não faço as pazes com Madrid: não gosto mesmo, é uma cidade que oprime, cheia de edifícios monstruosamente grandes. E os autóctones não ajudam: creio que pensam ser tão grandes como os edifícios...
Manhã gasta a conhecer um pouco mais da cidade, num esquema semelhante ao "Bus turistic" de Barcelona, mas com menos qualidade, apesar de indicações (by phones) em Português do Brasil.
Depois de um almoço de sandes (de um presunto fabuloso...) – a zona das Portas do Sol parece o reino do presunto: ele tem palácio, museu, casa, sei lá... – nova visita guiada, ao Escorial e ao Vale dos Caídos. A caminho da agência que promovia a viagem, deixei um taxista basbaque: nas Portas do Sol, abro a porta do carro e peço-lhe para me levar à Praça do Oriente (de manhã tinha lá passado e fiquei com a ideia que era bem longe e pelo metropolitano tinha que mudar de linha duas vezes...): o homem olhou para mim e perguntou-se se eu sabia onde era. Obviamente não sabia e ele lá me apontou uma rua em frente e disse que era aí a 200 metros, no fim daquela rua...
Notas de viagem - Barcelona 2004 (capítulo XI)
Barcelona, terça-feira, dia 6 de Julho
Regresso a Barcelona, com passagem pelo hotel a recolher a bagagem, tempo para enganar a fome e fintar os pingos de chuva, e ala para a estação. Cheguei cedo – desesperadamente cedo... – de maneira que resolvi jantar 'a sério', pois comer no comboio é mais caro que o "Tromba rija"... À cautela (nunca vou esquecer o roubo da máquina fotográfica há quatro anos...) antes depositei saco e mochila num "cofre": 4.5 euros é muito mais barato que qualquer bagagem roubada...
No comboio – cheio – calhou-me, do outro lado da coxia, um casal de velhos furibundos por viajarem de costas: "só no terceiro mundo", dizia a mulher. O curioso é que, algures no meio da viagem, ficaram vagos bancos virados para a frente mas eles não mudaram: ela, aliás, ressonava largo e sonoro...
Regresso a Barcelona, com passagem pelo hotel a recolher a bagagem, tempo para enganar a fome e fintar os pingos de chuva, e ala para a estação. Cheguei cedo – desesperadamente cedo... – de maneira que resolvi jantar 'a sério', pois comer no comboio é mais caro que o "Tromba rija"... À cautela (nunca vou esquecer o roubo da máquina fotográfica há quatro anos...) antes depositei saco e mochila num "cofre": 4.5 euros é muito mais barato que qualquer bagagem roubada...
No comboio – cheio – calhou-me, do outro lado da coxia, um casal de velhos furibundos por viajarem de costas: "só no terceiro mundo", dizia a mulher. O curioso é que, algures no meio da viagem, ficaram vagos bancos virados para a frente mas eles não mudaram: ela, aliás, ressonava largo e sonoro...
Notas de viagem - Barcelona 2004 (capítulo X)
Figueres, terça-feira, dia 6 de Julho
Sendo 2004 "ano Dali", era incontornável uma visita a Figueres e à casa-museu Dali-Gala. O edifício é horrível, implantado numa praça do tamanho do Largo do Gato Preto... E o museu uma seca razoável: não gosto do género Dali e ainda por cima andava lá por dentro um mar de gente, com muitas criancinhas a melgar.
Como já podia dizer que lá tinha estado, a partir de certo momento a visita foi orientada pelas indicações "exit", até me encontrar cá fora, rumo à exposição de jóias do dito cujo. Aí sim, vale a pena gastar tempo, que o Dali desenhou coisas perfeitamente fabulosas...
Depois, tempo para ir mandar uns postais, comprar uns recuerdos e observar a fauna: resmas de gente (até portugueses... no melhor do nosso vernáculo) em fila interminável à espera de entrar.
Figueres é uma cidade (?) absolutamente desinteressante, dando ideia de viver exclusivamente nos 20 metros que circundam a casa-museu
Sendo 2004 "ano Dali", era incontornável uma visita a Figueres e à casa-museu Dali-Gala. O edifício é horrível, implantado numa praça do tamanho do Largo do Gato Preto... E o museu uma seca razoável: não gosto do género Dali e ainda por cima andava lá por dentro um mar de gente, com muitas criancinhas a melgar.
Como já podia dizer que lá tinha estado, a partir de certo momento a visita foi orientada pelas indicações "exit", até me encontrar cá fora, rumo à exposição de jóias do dito cujo. Aí sim, vale a pena gastar tempo, que o Dali desenhou coisas perfeitamente fabulosas...
Depois, tempo para ir mandar uns postais, comprar uns recuerdos e observar a fauna: resmas de gente (até portugueses... no melhor do nosso vernáculo) em fila interminável à espera de entrar.
Figueres é uma cidade (?) absolutamente desinteressante, dando ideia de viver exclusivamente nos 20 metros que circundam a casa-museu
Notas de viagem - Barcelona 2004 (capítulo IX)
Girona, terça-feira, dia 6 de Julho
É uma cidade simpática, Girona. Atravessada por quatro rios, um deles oferece uma paisagem algo semelhante ao que poderia ser Leiria na zona das Ruas Tenente Valadim e de Tomar. As casas erguidas sobre as margens do rio estão pintadas de várias cores, contrastando, de forma alegre, com uma água cinzenta e cheia de sujidade (não sei se também poluída como a do Lis...).
O rio é atravessado por várias pontes, uma das quais tem "assinatura" Eiffel, que permitem um trânsito a pé entre zonas fechadas ao tráfego automóvel.
Às 10h30 começou uma visita guiada que nos devia levar a conhecer, entre outras coisas, a zona antigamente ocupada pelo bairro judeu, um dos mais importantes da Catalunha. A guia, uma "cinquentona avançada" e simpática, ofereceu-nos a perspectiva histórica da cidade desde o tempo dos mouros (pelo menos).
Uma coisa não percebi (e não percebo em muitas destas visitas guiadas): por que razão, se o bairro judeu foi assim tão importante, essa realidade fica quase como se fosse uma nota de rodapé?... Visitámos igrejas, observámos as muralhas, mostrou-nos ao longe os "banhos árabes" e, no fim, lá nos levou ao "Call": nem 20 minutos... A história parece resumir-se ao período e factos da era cristã: tudo o mais são as tais notas de rodapé.
Acabada a visita guiada, tempo ainda para uma visita que me levou a uma praça que podia inspirar Câmara e comerciantes para transformar a Rodrigues Lobo. Restaurantes, bares de tapas, movimento constante. O almoço foi ali mesmo e comi uma das melhores refeições, ainda por cima a um preço simpático
É uma cidade simpática, Girona. Atravessada por quatro rios, um deles oferece uma paisagem algo semelhante ao que poderia ser Leiria na zona das Ruas Tenente Valadim e de Tomar. As casas erguidas sobre as margens do rio estão pintadas de várias cores, contrastando, de forma alegre, com uma água cinzenta e cheia de sujidade (não sei se também poluída como a do Lis...).
O rio é atravessado por várias pontes, uma das quais tem "assinatura" Eiffel, que permitem um trânsito a pé entre zonas fechadas ao tráfego automóvel.
Às 10h30 começou uma visita guiada que nos devia levar a conhecer, entre outras coisas, a zona antigamente ocupada pelo bairro judeu, um dos mais importantes da Catalunha. A guia, uma "cinquentona avançada" e simpática, ofereceu-nos a perspectiva histórica da cidade desde o tempo dos mouros (pelo menos).
Uma coisa não percebi (e não percebo em muitas destas visitas guiadas): por que razão, se o bairro judeu foi assim tão importante, essa realidade fica quase como se fosse uma nota de rodapé?... Visitámos igrejas, observámos as muralhas, mostrou-nos ao longe os "banhos árabes" e, no fim, lá nos levou ao "Call": nem 20 minutos... A história parece resumir-se ao período e factos da era cristã: tudo o mais são as tais notas de rodapé.
Acabada a visita guiada, tempo ainda para uma visita que me levou a uma praça que podia inspirar Câmara e comerciantes para transformar a Rodrigues Lobo. Restaurantes, bares de tapas, movimento constante. O almoço foi ali mesmo e comi uma das melhores refeições, ainda por cima a um preço simpático
Notas de viagem - Barcelona 2004 (capítulo VIII)
Barcelona, segunda-feira, dia 5 de Julho
Manhã chuvosa, que põe em risco a visita motorizada "Bus turistic" à cidade ('revisão da matéria dada', pois claro...). Almoço na Barceloneta, para comer mais peixe: dentro de 'casa' porque começou mesmo a chover. À minha frente, quatro "frieiras", sentadas duas a duas: numa mesa, duas espanholas batem-se - e ganham! - com duas monumentais doses de mariscada (o que lhes valeu foi a salada que comeram antes...); noutra mesa, dois japoneses (pois, eles estão em toda a parte...) que despacham uma pratada de peixinhos fritos e uma imensa paella.
O quê? Mais qé frô? Este eu conheço de Leiria...
Se havia dúvidas, ficam desfeitas: as mais belas andam pela cidade, as outras vão para o Fórum.
À noite, na "viñeria", para o último copo: caem três pingos de chuva e, vindos do nada, surgem dois marroquinos a vender chapéus de chuva!
Porra! "Preço de ocasião" na Americana significa esferográfica sem carga. A Laura Esperança e a família são responsáveis pelo fracasso desta obra prima de literatura de viagem. Como é que posso tomar notas?...
Manhã chuvosa, que põe em risco a visita motorizada "Bus turistic" à cidade ('revisão da matéria dada', pois claro...). Almoço na Barceloneta, para comer mais peixe: dentro de 'casa' porque começou mesmo a chover. À minha frente, quatro "frieiras", sentadas duas a duas: numa mesa, duas espanholas batem-se - e ganham! - com duas monumentais doses de mariscada (o que lhes valeu foi a salada que comeram antes...); noutra mesa, dois japoneses (pois, eles estão em toda a parte...) que despacham uma pratada de peixinhos fritos e uma imensa paella.
O quê? Mais qé frô? Este eu conheço de Leiria...
Se havia dúvidas, ficam desfeitas: as mais belas andam pela cidade, as outras vão para o Fórum.
À noite, na "viñeria", para o último copo: caem três pingos de chuva e, vindos do nada, surgem dois marroquinos a vender chapéus de chuva!
Porra! "Preço de ocasião" na Americana significa esferográfica sem carga. A Laura Esperança e a família são responsáveis pelo fracasso desta obra prima de literatura de viagem. Como é que posso tomar notas?...
Notas de viagem - Barcelona 2004 (capítulo VII)
Barcelona, domingo, dia 4 de Julho, algures no Bàrri Gotic, tarde na noite
Uma bebedeira ambulante vestia uma camisola do Cristiano Ronaldo e um cachecol da Grécia... Numa mão um litro de cerveja, na outra uma bicicleta: não fossem os amigos e o Portugal-Grécia tinha-se estatelado!
Uma bebedeira ambulante vestia uma camisola do Cristiano Ronaldo e um cachecol da Grécia... Numa mão um litro de cerveja, na outra uma bicicleta: não fossem os amigos e o Portugal-Grécia tinha-se estatelado!
Notas de viagem - Barcelona 2004 (capítulo VI)
Barcelona, domingo, dia 4 de Julho, recinto do Fórum
"Cafè i sucre de comerç just" (vêem como é fácil perceber catalão?...) é a mensagem dos pacotinhos de açúcar para o dito cujo café: abaixo a Delta e a Camelo, a Sical e a Nestlé (pois... nenhuma é espanhola...), vamos ajudar os países produtores! Deve ser por isso que se vêem quiosques da Coca-cola e da Estrella Damm (uma das cervejas espanholas). Já agora, o tal comércio justo pôs o café a um euro...
Em cima da hora de almoço, uma grande concentração à frente do ecrã gigante lembrou-me que havia Grande Prémio e... claro! a final do Euro (que percebi seria ali transmitida). E foi giro ver de longe - à sombra e com uma cerveja na mão - a debandada espanhola quando o Alonso foi passado pelo Shumacher.
A meio da tarde, enquanto deitava abaixo uma sandocha (e uma cerveja), vi uma coisa notável: chega uma mãe, a sua filha e um filho, este em cadeira de rodas; aviam-se no bar, sentam-se ao meu lado (o gajo saiu da cadeira de rodas) comem e levantam-se para ir embora... com a rapariga na cadeira de rodas e o gajo a empurrar! Garanto que só tinha bebido três cervejas até essa hora e já tinha suado pelo menos quatro!
O espectáculo do "El Gigante de los 7 Mares" foi muito bom, principalmente pela exibição dos acrobatas. Agora... há que fazer horas até à hora do Portugal-Grécia e do espectáculo nocturno "Mover el Mundo (Omkarakala)".
Uma exposição de "veículos ecológicos" não era mais que um stand futurista da Toyota, por mero acaso um dos patrocinadores do Fórum... Os Toyota também devem ser "comerç just!"
Encontrado sítio (ao lado de um catalão aparentemente pró-Portugal), pode começar o jogo. Gregos na retranca, Miguel lesionado, a coisa não correu bem na primeira parte: atrás e ao lado, ou gregos ou outros quaisquer iam fazendo uma festa discreta.
Não dava para ver a segunda parte toda (nem apetecia... premonições!). O espectáculo ia começar, havia que encontrar sítio. Não foi grande coisa, mas ao menos não vi o golo da desgraça! Vi - e não percebi nada - a invasão de campo: precisei de dois dias, para ler a história toda num qualquer jornal. Então fez-se luz sobre as gargalhadas que me rodeavam: não eram gregos, eram autóctones em mais uma vingança sobre o Figo. Adeus Fórum
"Cafè i sucre de comerç just" (vêem como é fácil perceber catalão?...) é a mensagem dos pacotinhos de açúcar para o dito cujo café: abaixo a Delta e a Camelo, a Sical e a Nestlé (pois... nenhuma é espanhola...), vamos ajudar os países produtores! Deve ser por isso que se vêem quiosques da Coca-cola e da Estrella Damm (uma das cervejas espanholas). Já agora, o tal comércio justo pôs o café a um euro...
Em cima da hora de almoço, uma grande concentração à frente do ecrã gigante lembrou-me que havia Grande Prémio e... claro! a final do Euro (que percebi seria ali transmitida). E foi giro ver de longe - à sombra e com uma cerveja na mão - a debandada espanhola quando o Alonso foi passado pelo Shumacher.
A meio da tarde, enquanto deitava abaixo uma sandocha (e uma cerveja), vi uma coisa notável: chega uma mãe, a sua filha e um filho, este em cadeira de rodas; aviam-se no bar, sentam-se ao meu lado (o gajo saiu da cadeira de rodas) comem e levantam-se para ir embora... com a rapariga na cadeira de rodas e o gajo a empurrar! Garanto que só tinha bebido três cervejas até essa hora e já tinha suado pelo menos quatro!
O espectáculo do "El Gigante de los 7 Mares" foi muito bom, principalmente pela exibição dos acrobatas. Agora... há que fazer horas até à hora do Portugal-Grécia e do espectáculo nocturno "Mover el Mundo (Omkarakala)".
Uma exposição de "veículos ecológicos" não era mais que um stand futurista da Toyota, por mero acaso um dos patrocinadores do Fórum... Os Toyota também devem ser "comerç just!"
Encontrado sítio (ao lado de um catalão aparentemente pró-Portugal), pode começar o jogo. Gregos na retranca, Miguel lesionado, a coisa não correu bem na primeira parte: atrás e ao lado, ou gregos ou outros quaisquer iam fazendo uma festa discreta.
Não dava para ver a segunda parte toda (nem apetecia... premonições!). O espectáculo ia começar, havia que encontrar sítio. Não foi grande coisa, mas ao menos não vi o golo da desgraça! Vi - e não percebi nada - a invasão de campo: precisei de dois dias, para ler a história toda num qualquer jornal. Então fez-se luz sobre as gargalhadas que me rodeavam: não eram gregos, eram autóctones em mais uma vingança sobre o Figo. Adeus Fórum
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